Polícia
Neonazi português que ordenou morte de jovem brasileira culpa influência digital
Neonazi português que ordenou morte de jovem brasileira culpa influência digital
O jovem português Miguel Ângelo, conhecido digitalmente como "Mikazz", que ordenou o ataque à escola de Sapopemba (São Paulo) que resultou na morte da estudante Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, justificou as suas ações em tribunal atribuindo a culpa à imaturidade e à forte influência de grupos radicais na internet.
Detalhes do Julgamento e Defesa
Linha de defesa: O arguido e os seus representantes alegaram imaturidade devido à idade (tinha 17 anos na altura do crime) e o efeito de contágio das redes.
Contraditório do tribunal: A acusação do Ministério Público manteve que ele operava de forma consciente como mentor virtual de células extremistas.
Alegação de liderança: A defesa argumentou ainda que o jovem não era o líder máximo do grupo digital, contrariando a tese das autoridades.
O Crime e a Atividade Online
O ataque: Ocorreu em outubro de 2023, no Brasil. Miguel Ângelo incitou remotamente um adolescente brasileiro de 16 anos a disparar contra os colegas.
Acusações: Respondeu por 240 crimes em Portugal. O rol incluiu homicídio consumado, tentativas de homicídio, associação criminosa e discursos de ódio.
Comunidade virtual: Operava no grupo "The Kiss" e em canais neonazis. Nesses espaços, promovia a automutilação, racismo e a planificação de massacres escolares.
Desfecho Judicial
Após sucessivos adiamentos da leitura do acórdão no tribunal de Santa Maria da Feira, o jovem foi condenado a seis anos de prisão efetiva em julho de 2026, num caso que reforçou a cooperação policial internacional contra o extremismo digital. O processo decorreu em grande parte à porta fechada devido à inclusão de menores e crimes de pornografia infantil.

















