Polícia

Brasileiro é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar a ex-namorada

Publicado dia 25/01/2026 às 22h45min
Brasileiro é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar a ex-namorada

O mineiro de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (23) pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos, morta por estrangulamento em um apartamento no Centro de Cork, na Irlanda. A pena foi divulgada pelo Tribunal Criminal Central da cidade um dia após a condenação dele, conforme informações da família.

Miller matou Bruna no dia 1º de janeiro de 2023, no imóvel onde morava, na Liberty Street. Durante a audiência de sentença, ele aceitou a pena e pediu desculpas à família da vítima, conforme publicação do jornal europeu "The Journal".

Pela legislação irlandesa, a condenação por homicídio resulta obrigatoriamente em prisão perpétua.

O crime
Bruna foi estrangulada até a morte dentro do apartamento onde Pacheco morava, na Liberty Street, região central de Cork. Ela foi ao local para fazer uma chamada de vídeo por FaceTime com um familiar que cuidava do cachorro do casal no Brasil.

Miller foi preso no dia do crime. À época, ele foi ouvido no Tribunal Distrital de Cork e negou ter matado a ex-namorada.

O que se sabe sobre o crime
No primeiro dia de 2023, por volta das 6h30 de domingo, a polícia irlandesa foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no apartamento onde Miller morava, na Liberty Street. Paramédicos tentaram reanimar a jovem, mas não conseguiram.

Posteriormente, exames médicos indicaram que Bruna Fonseca morreu após ser estrangulada e espancada. Apesar de negar a autoria do crime, Miller foi preso sem direito a fiança.

Segundo a polícia irlandesa, poucas horas antes do crime, a jovem estava em uma festa de réveillon, da qual o ex-namorado também participou. No tribunal, a acusação afirmou que Bruna foi ao apartamento de Miller para que os dois pudessem ver, em uma videochamada, um cachorro que tiveram quando moravam juntos no Brasil.

Ainda de acordo com a acusação, moradores do prédio onde o réu vivia relataram ter ouvido gritos de uma mulher por volta das 4h15 da madrugada.

Fonte: G1.