Geral
Polícia faz buscas em escritórios do X, rede social de Elon Musk em Paris
Polícia faz buscas em escritórios do X, rede social de Elon Musk em Paris
A polícia da França cumpriu na manhã de hoje mandados em escritórios da rede social X, do bilionário Elon Musk, em Paris.
O que aconteceu
Buscas estão ligadas a uma investigação de mais de um ano sobre uso abusivo de algoritmos na plataforma. Elas foram conduzidas pela unidade de crimes cibernéticos da Procuradoria de Paris.
As investigações também se estenderam para o funcionamento do serviço Grok, de inteligência artificial, da rede social. Segundo o Ministério Público de Paris, a apuração tenta entender se o Grok amplia a difusão de imagens de pornografia infantil na plataforma e se ele é "cúmplice" na divulgação de deepfakes sexualmente explícitos.
Polícia francesa vai ouvir Musk e ex-CEO do X, Linda Yaccarino, em abril. Os dois foram convocados para uma audiência que faz parte de uma investigação sobre suspeita de uso abusivo de algoritmos e extração fraudulenta de dados de usuários por parte de funcionários.
A rede social e Elon Musk não se pronunciaram até o momento. A investigação é feita pela polícia francesa, Ministério Público da França e pela Europol, agência de inteligência da União Europeia.
Grok 'sexualiza' publicações em busca de usuários, diz jornal
Funcionários do X teriam agido sob pressão para afrouxar as diretrizes de controle sobre conteúdo sexual, afirmou o jornal The Washington Post. A mudança de estratégia teria sido feita para aumentar a popularidade da IA.
Empresa teria enviado um comunicado interno aos funcionários avisando que eles lidariam com "conteúdo sensível, violento e sexual". Segundo o jornal, a mensagem foi enviada à equipe contratada para moldar as respostas do chatbot.
Treinamento foi feito com conteúdo explícito. Os funcionários da empresa de Musk passaram a analisar e treinar o Grok com áudios e interações sexuais explícitas, incluindo conversas feitas por usuários em carros Tesla.
Mudança de postura do Grok teria envolvimento direto de Musk. Ainda de acordo com o Washington Post, após deixar o cargo no governo dos EUA, o empresário se envolveu intensamente na transição do chatbot, defendendo métricas para maximizar o engajamento.
Bilionário negou informação e disse que "não tem conhecimento de nenhuma imagem de menores de idade nuas gerada pelo Grok". "Quando solicitado a gerar imagens, o Grok se recusará a produzir qualquer coisa ilegal, pois o princípio de funcionamento do Grok é obedecer às leis de um país", afirmou o empresário ao jornal.
















